23.5.10

O Segredo dos Seus Olhos, 2009.


Depois que assisti O Segredo dos Seus Olhos fui ler as críticas e sinopses. É um hábito que adotei há algum tempo pra ver o filme sob o meu ponto de vista e não de outrem. Críticas podem ser muito duras, como foi no caso deste filme. Das muitas que eu li encontrei dois pontos de esculhambação em comum: 1) A produção foi displicente com a paixão que Benjamin e Irene nutriam um pelo outro. 2) Os personagens e cenários foram enquadrados em cena de um modo muito comum, muito ‘batido’ no cinema.

Como tenho meu espaço aqui, resolvi me pronunciar. Não sou nenhuma crítica de cinema profissional e nem pretendo sem sequer qualquer coisa do gênero, mas acredito que as pessoas que derrubaram o filme são as mesmas que não o entenderam. Creio também que para mostrar que fazem parte de um mesmo círculo, esses indivíduos acabam concordando em muitas coisas. É o que acho de alguns blogs e sites de cinema. Falta personalidade, por isso minha lista de links é tão pequena. Enfim, segue minhas ‘explicações’.


1) Vamos voltar a ler o título do filme? O Segredo dos seus Olhos diz algo pra você? O filme não é um romance, tem romance. É bem diferente. A maioria das pessoas se acostumou com as produções hollywoodianas, nas quais o romance é mais dramático, ridiculamente visivelmente doloroso e cheio de beijos e rala-e-rola. Se não tiver ripa-na-chulipa o filme é fraco, nada emocionante e morno demais. Que coisa feia, gente. O título do filme com certeza não é este à toa (obrigada, Brasil, pela versão em português decente).

Benjamin diz para Irene: Os olhos...falam. Os olhos falam demais, melhor que se calem.

Preciso mesmo continuar? Vamos atentar para o motivo do filme. Há muita coisa sombria nele para que haja atenção maior para o romance entre os protagonistas. Não houve displicência e sim sutileza. Toda essa ‘falta de atenção’ é justificada no próprio filme. Vamos interpretar as coisas, galera. Eu não abri o berreiro e fiquei com um frio na barriga à toa. Unfollow em vocês.

2) Forma batida de enquadrar os personagens e cenário na cena. Oi? Confesso que achei as cenas em que Benjamín dirige muito toscas. Ele estava no cenário e não na estrada. Fora isso achei tudo necessário e envolvente. Antes de mencionar as falhas da montagem etc, vamos assistir mais uma vez a cena do estádio de futebol? Daí você vem falar comigo. A cena é tão eletrizante quanto aquela em que Steve Mcqueen persegue bandidos de carro em Bullit.

Para completar minha defesa, eis uma de minhas cenas favoritas. As falas não conto, deixo para vossa apreciação:



Não choro tanto com um filme desde Cinema Paradiso e Mary & Max, ambos vistos ano passado.