Dennis Hopper dirigindo Easy Rider, em 1968.
Fragmento extraído do livro Easy Riders, Raging Bulls - Como a geração sexo-drogas-e-rock-´n roll salvou Hollywood, de Peter Biskind.
Na primeira manhã, sexta feira, 23 de fevereiro de 1968, (Dennis) Hopper reuniu o elenco e a equipe no estacionamento do Hotel Hilton do aeroporto às seis e meia da manhã. “Eu estava superligado”, diz. “Até onde eu podia ver, eu era a maior porra de diretor que jamais havia existido nos Estados Unidos.” Dennis parecia estar no auge de uma paranóia e, Bryant recorda: “Ele começou a falar e falar como tinha ouvido a respeito da incrível criatividade da equipe, mas que na verdade havia apenas uma pessoa criativa ali, ‘E essa pessoa sou eu. Todos vocês não passam de empregados, escravos.’ Ele estava completamente doido. Falava coisas sem nexo, completamente maluco; era provavelmente uma combinação de bebidas e drogas.” De acordo com (Peter) Fonda, Dennis berrou para cada pessoa, uma de cada vez: “Esta é a porra do MEU filme! E ninguém vai tirar de mim a porra do MEU filme!”, até que perdeu completamente a voz. (...) Fonda pediu a Pilafian e aos outros técnicos de som que gravassem escondido a discurseira de Hopper. Ele achava que algum dia podia ser útil.



